domingo, 14 de setembro de 2008

PARA REFLETIRMOS UM POUCO





Quando eu era criança, bem novinho, meu pai comprou o primeiro telefone da nossa vizinhança.
Eu ainda me lembro daquele aparelho preto e brilhante que ficava na cômoda da sala.
Eu era muito pequeno para alcançar o telefone, mas ficava ouvindo fascinado enquanto minha mãe falava com alguém.
Então, um dia eu descobri que dentro daquele objeto maravilhoso morava uma pessoa legal. O nome dela era "Uma informação, por favor" e não havia nada que ela não soubesse.
"Uma informação, por favor" poderia fornecer qualquer número de telefone e até a hora certa.
Minha primeira experiência pessoal com esse gênio-na-garrafa veio num dia em que minha mãe estava fora, na casa de um vizinho.
Eu estava na garagem mexendo na caixa de ferramentas quando bati em meu dedo com um martelo. A dor era terrível mas não havia motivo para chorar, uma vez que não tinha ninguém em casa para me oferecer a sua simpatia.
Ela me ajudou com as minhas dúvidas de geografia e me ensinou onde ficava a Philadelphia. Ela me ajudou com os exercícios de matemática. Ela me ensinou que o pequeno esquilo que eu trouxe do bosque deveria comer nozes e frutinhas.
Então, um dia, Petey, meu canário, morreu. Eu liguei para "Uma informação, por favor" e contei o ocorrido. Ela escutou e começou a falar aquelas coisas que se dizem para uma criança que esta crescendo. Mas eu estava inconsolável. Eu perguntava:
"Porque é que os passarinhos cantam tão lindamente e trazem tanta alegria pra gente para, no fim, acabar como um monte de penas no fundo de uma gaiola?" Ela deve ter compreendido a minha preocupação, porque acrescentou mansamente: "Paul, sempre lembre que existem outros mundos onde a gente pode cantar também..."
De alguma maneira, depois disso eu me senti melhor. No outro dia, lá estava eu de novo.
"Informações.", disse a voz já tão familiar. "Você sabe como se escreve'exceção'?"
Tudo isso aconteceu na minha cidade natal ao norte do Pacífico.
Quando eu tinha 9 anos, nós nos mudamos para Boston. Eu sentia muita falta da minha amiga.
"Uma informação, por favor" pertencia à aquele velho aparelho telefônico preto e eu não sentia nenhuma atração pelo nosso novo aparelho telefônico branquinho que ficava na nova cômoda na nova sala. Conforme eu crescia, as lembranças daquelas conversas infantis nunca saiam da minha memória.
Frequentemente, em momentos de dúvida ou perplexidade, eu tentava recuperar o sentimento calmo de segurança que eu tinha naquele tempo. Hoje eu entendo como ela era paciente, compreensiva e gentil ao perder tempo atendendo as ligações de um molequinho.
Alguns anos depois, quando estava indo para a faculdade, meu avião teve uma escala em Seattle. Eu teria mais ou menos meia hora entre os dois voos. Falei ao telefone com minha irmã, que morava lá, por 15 minutos.
Eu andava pela casa, chupando o dedo dolorido até que pensei:
O telefone!
Rapidamente fui ate o porão, peguei uma pequena escada que coloquei em frente a cômoda da sala. Subi na escada, tirei o fone do gancho e segurei contra o ouvido.
Alguém atendeu e eu disse: "Uma informação, por favor".
Ouvi uns dois ou três cliques e uma voz suave e nítida falou em meu ouvido: "Informações."
"Eu machuquei meu dedo...", disse, e as lágrimas vieram facilmente, agora que eu tinha audiência. "A sua mãe não esta em casa?", ela perguntou.
"Não tem ninguém aqui...", eu soluçava. "Esta sangrando?" "Não", respondi.
"Eu machuquei o dedo com o martelo, mas tá doendo..."
"Você consegue abrir o congelador?", ela perguntou. Eu respondi que sim.
"Então pegue um cubo de gelo e passe no seu dedo", disse a voz. Depois daquele dia, eu ligava para "Uma informação, por favor" por qualquer motivo.
Então, sem nem mesmo sentir que estava fazendo isso, disquei o numero da operadora daquela minha cidade natal e pedi: "Uma informação, por favor. "Como num milagre, eu ouvi a mesma voz doce e clara que conhecia tão bem, dizendo: "Informações."
Eu não tinha planejado isso, mas me peguei perguntando: "Você sabe como se escreve 'exceção'?"
Houve uma longa pausa. Então, veio uma resposta suave:
"Eu acho que o seu dedo já melhorou, Paul."
Eu ri. "Então, é você mesma!", eu disse. "Você não imagina como era importante para mim naquele tempo."
"Eu imagino", ela disse. "E você não sabe o quanto significavam para mim aquelas ligações. Eu não tenho filhos e ficava esperando todos os dias que você ligasse."
Eu contei para ela o quanto pensei nela todos esses anos e perguntei se poderia visitá-la quando fosse encontrar a minha irmã. "É claro!",ela respondeu. "Venha até aqui e chame a Sally." enviar recado cancelar
Três meses depois eu fui a Seattle visitar minha irmã. Quando liguei, uma voz diferente respondeu : "Informações." Eu pedi para chamar a Sally.
"Você é amigo dela?", a voz perguntou.
"Sou, um velho amigo. O meu nome é Paul."
"Eu sinto muito, mas a Sally estava trabalhando aqui apenas meio período porque estava doente.
Infelizmente, ela morreu há cinco semanas."
Antes que eu pudesse desligar, a voz perguntou:"Espere um pouco. Você disse que o seu nome é Paul?
"Sim."
"A Sally deixou uma mensagem para você. Ela escreveu e pediu para eu guardar caso você ligasse.Eu vou ler pra você."
A mensagem dizia: "Diga a ele que eu ainda acredito que existem outros mundos onde a gente pode cantar também. Ele vai entender"
Eu agradeci e desliguei. Eu entendi...
NUNCA SUBESTIME A "MARCA" QUE VOCÊ DEIXA NAS PESSOAS.
(Autor Desconhecido)

6 comentários:

Cauê Santos disse...

Oi Inês..

Que legal essa história ! Fantástica !

É muito interessante essa perspectiva sobre a morte, e essa resposta tão confiante.

Emocionante mensagem !!

Tu sabes que eu tive uma experiência muito forte. Eu gostava muito de uma senhora,uma pastora da mesma igreja que eu. E sempre ouvia as mensagens dela, e ia aos encontros para ver a sua ministração. Mas sabe que nunca disse pra ela o qnt ela era especial pra mim. E sempre tive esse desejo,de dizer isso pra ela.
Pois por fim ela morreu sem que eu tivesse contado de minha admiração.
Depois que ela morreu,há dois anos atrás, eu jásonhei mais de 20 vezes com ela. E nos sonhos, eu encontro ela viva e ministrando em alguma igreja. Depois da mensagem eu vou e converso com ela. E conto como ela é especial pra mim.
Várias vezes eu acordei chorando depois do sonho.
E sabe,eu não creio na doutrina de reencarnação ou alguma coisa do gênero.E por fim orei a Deus e pedi sabedoria para entender aquilo.
Sabe o que eu aprendi, que tenho que valorizar cada momento com as pessoas que gosto. Lembra que te deixei no comentário que qnd gosto de uma pessoa demonstro. Foi por causa do sonho com essa pastora. Eu acredito que há outro mundo para ministrar... ;)
Ps: Não sonhei mais com ela. Resultado: Não preciso mais ter um sonho para valorizar as pessoas que amo...

Um grande abraço, e parabéns pela mensagem

As Tralhinhas da Andreia disse...

ola!vim retribuir a visitinha.beijinhos visite-me sempre que queira.

Eunice Martins disse...

http://nenocaejorge.blogspot.com/

Nile e Richard disse...

Oi amiga.Gostei da história,realmente é para refletir.Feliz semaninha para voce.bjtos.Nile.

Ana Paula disse...

Ô, Inez!!!
Fiquei emocionada!
Que mensagem linda!!!
Tenha uma semana de muitas bênçãos!!
Beijos!
Ana Paula

SANDRA CROCHE disse...

Boa Tarde...
Obrigada Ines,pelo PARABÈNS.
Não caiu a ficha ainda,to boiando,rsrsrsrsrsr
Bjs...Sandra Coatti